Nietzsche

 

“Gaia Ciência significa as saturnais de um espírito que suportou duramente uma demorada e terrível pressão, pacientemente, friamente, sem abdicação mas sem perder a esperança e repentinamente é assaltado pela esperança, pela esperança de sarar, pela embriaguez de sarar.”

 

O fim da filosofia não significa o fim do pensar, e sim o fim do passado filosófico. Da história da filosofia, de um passado imaginado que molda o presente. De velhas idéias que ainda tentam representar o agora. Da história que dita o presente contínuo.

A filosofia momentânea busca pensar o momento atual. Ela não pode mais se prender ao passado, nem ter alucinações com o futuro. Serve para verificar o único instante existente: o agora – o resto é irreal, ilusório, uma alucinação moderna que reflete uma simulação a 33 quadros por segundo, ou uma história mal contada.

A situação que existe hoje contribui para manter o ser humano preso em uma condição passiva e alienada. Em um mundo onde a massa é controlada por poucos que se mantêm no poder: o Governo. Uma instituição tão ilegítima quanto as quadrilhas criminosas.

A filosofia do agora repousa na intuição de que tudo o que foi dito até hoje serve apenas para nos fazer mergulhar em um simulacro, num mundo de faz-de-conta. Ela nos faz esquecer o passado, a história e as velhas crenças. Tudo o que acreditamos pode ser ilusão. Tudo.

Num mundo de ilusões, devemos respeitar as ilusões alheias?

 

O que existe agora não é aquilo que foi ensinado. Nos ensinaram a respeitar e aceitar um sistema que mantêm o homem condenado ao trabalho escravizador que beneficia alguns. Num estado de sonolência tão profundo que nem sabemos que vivemos num coma social.

 

Escravo é aquele que não consegue se libertar da sua condição atual, nem consegue sequer enxergar sua condição de oprimido e explorado.
Acredita no que a mídia burguesa diz.
Aceita pagar impostos a um governo corrupto.
Ganha um pequeno salário para sobreviver.
Acredita que suas crenças estão certas e as dos outros erradas.
Acha inevitável sua condição de vida.
Vive buscando o sonho de consumo americano.

 

Governo é uma imposição da corrupção humana.

Corrupção é tirar vantagem da coletividade.
Tomar para si o que é da sociedade.
Desfrutar da riqueza dos outros.
É atropelar o faminto com uma ferrari
paga com dinheiro público roubado.

O ápice do egoísmo humano é
dizer que existe o direito sobre as riquezas
enquanto nossos irmãos morrem de fome
neste exato momento.

O egoísta acredita que tem direito sobre as terras.
Acredita que tem o direito de controlar o trabalho alheio
e oferecer umas migalhas para os pobres coitados
que não tiveram a mesma sorte.
“Sorte” de herdar a riqueza roubada dos nativos.

 

A situação não vai melhorar.
A situação é o que existe agora.
E o agora não muda, nem nunca vai mudar.
Tudo vai continuar como está neste exato momento.
A idéia do progresso é uma contínua tapeação.
Nada vai mudar amanhã,
enquanto HOJE somos roubados por CORRUPTOS e permanecemos CALADOS.

O HOJE É O REAL, E O AGORA, A ETERNIDADE.

 

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