Governo

Existe uma situação no Brasil que é comum em todo o mundo:

Desde a formação dos ditos Estados, pequenos grupos de pessoas vêm governando a massa da população que acredita ser esta forma de governo pseudo-democrático a única alternativa existente.

Esses grupos que tomaram as rédeas da situação e criaram as instituições públicas. Teoricamente elas visam servir o público e manter uma situação de estabilidade para o próprio bem estar do dito governo.

 

Para manter a ordem o governo possui exércitos e polícias que reprimem qualquer tentativa de desestabização da situação.

 

Para manter a cultura existente o governo possui diretrizes educacionais que mantém a população analfabeta, conformada e sem ideais. E como diz a banda punk Garotos Podres:
“nas escolas
onde a cultura é inútil
nos ensinam apenas
a aceitar e calar a boca”.
Esta frase é radical. Acredito que nem tudo que se aprende na escola é inútil, mas com certeza, nem tudo tem utilidade. Aliás, quase tudo.

 

Existe um discurso hipócrita em nossa civilização que prega o progresso e uma ordem social – de privilégios para a classe governante e para reprodutores de capital.
O progresso existe sim, para essa pequena classe que mama nas tetas gordas do Estado e para os empresários capitalistas que mamam nas tetas magras de seus funcionários mal pagos. Parece radical? Escuta “garotos podres” que acabei de ouvir…hehehe
As instituições públicas – organizações cuja existência foi imposta pelo Estado – ajudam o governo a manter a ordem e a estabilidade de uma situação opressora para a maioria. Governa-se para os privilegiados, aqueles que se dão bem, enquanto a maioria da população se esfola.

 

A situação atual:
Um governo ineficiente, corrupto, quase totalmente inútil.
Instituições falidas que favorecem hipócritas bem remunerados.
Exércitos e polícias que protegem o status quo de uma minoria. Protegem uma situação de exploração.
Empresas da indústria bélica que patrocinam governantes imperialistas.
Um poder judiciário que julga em causa própria.
Políticos que usam o poder para benefício próprio.

A constância da situação é mantida pela ditadura de um sistema que faz o humano viver num simulacro, em um faz-de-conta-que-está-tudo-bem.

 

Inconformado. Já me disseram isso antes. Penso se é melhor ser conformado com uma realidade imposta por uma minoria.
Penso se é melhor acreditar em papai noel e nos contos hollywodianos.
Penso se é melhor viver num simulacro capitalista no qual buscamos a felicidade em produtos.
Penso, penso, penso…. Não me conformo! Não aceito esta realidade como a única possível. Sou inconformado…

(2004)

 

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