Caos

 

“A idáde média vive e pensa no interior da revelação cristã” (Frédéric Nef)

A idade moderna no interior da verdade científica.

A idade pós-moderna dentro de um anúncio de margarina.

As ciências nunca vão poder explicar o universo, pois elas estão limitadas à linguagem que utilizam. A linguagem não é o real. A linguagem é o limite do homem. Segundo Chuang Tzu, “o nome é apenas um hospedeiro da realidade”, nunca a própria realidade.

Todos os paradigmas são temporais. Tudo o que se acredita hoje ser verdadeiro, um dia será considerado falso e até imoral.

O justo, o válido e o verdadeiro são suportados por uma dialética do bem e do mal. O bem é o que permitido pelas leis humanas, o mal é punido através de uma justiça feita pelas mãos de juízes, humanos que são tentados pelo capital.

O capital é o maior corrompedor. Ele compra policiais, juízes, presidentes, ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, fiscais e qualquer outro que pode oferecer algo em troca “de uma graninha”.

O capital é a manifestação do poder material: O Simulacro Último. Um ideal que move países, pessoas e máquinas. Sem a idéia do capital-moeda-crédito não chegaríamos onde estamos. Não construiríamos uma sociedade como a nossa, onde o valor de uma quantidade de trabalho é contado por números em pedaços de papéis. Sociedade onde construímos maravilhas tecnológicas devido a concorrência frenética de empresas capitalistas que só visam o lucro.

Será que precisamos de uma autoridade para mandar em nós?

 

Será que podemos considerar legítima uma autoridade que não tem capacidade de conduzir bem a sociedade?

Será que devemos considerar legítimo um sistema de governo feita em sua maioria por políticos corruptos?

A teoria do simulacro se baseia na ideía de que aceitamos viver em uma simulação gerada pelo capital e pelo poder concentrado na mão de uns poucos. O capital compra tudo e o poder mantêm uma situação estável para o sistema vigente.

 

O capital é um vírus dentro de uma realidade virtual. Esse vírus seria o mais poderoso de todos, já que uma vez instalado no sistema ele se espalha (é aceito) por outros sistemas (econômicos) até que todo o trabalho humano feito no planeta seja dependente do capital. A vida humana passa a depender totalmente do capital(números em um pedaço de papel ou em um pedaço de plástico).

O Supersistema é o conjunto de idéias que formam o discurso oficial. Esse discurso é o elemento de unificação e sacralização do contrato social. Serve para estabilizar e manter a situação, status quo ou stablishment.

Nascemos e crescemos dentro desse supersistema, o qual é formado pela ordem econômica, que direciona a superestrutura (político-jurídico-ideológica). Assim, o capital direciona a sociedade, patrocinando os políticos e partidos, comprando juízes, fiscais e policiais, e manipulando a comunicação com uma mídia de massa voltada para a alienação e consumismo.

O poder é mantido pelo próprio capital que paga a segurança e manutenção do sistema de exploração da mão-de-obra-da-massa.

Trabalhamos em troca de uma quantidade de capital. Um número em um papel, feito por um governo corrupto e tirânico que não quer “largar o osso”, não quer largar a mordomia.

“também quero ir pra brasília

conhecer essa tal de mordomia.”

Um governo que lembra a nobreza, um bando de hipócritas e demagogos que atropelam os famintos com suas carruagens de luxo, mandam dinheiro roubado para um país seguro, são traídos pelas esposas, amantes e amigos, cagam e vomitam seus whiskies envelhecidos em sanitários de ouro. Enfim, fazem um bom uso do dinheiro da massa, que não tem nada além do “pão e circo”.

O circo moderno é feito pela televisão, cinema, revistas de fofoca e toda a tecnologia que entretem o ser humano e o faz esquecer do mundo que o rodeia. De sua condição de explorado por um sistema político e econômico injusto, corrupto e ineficiente.

Esse circo nos faz acreditar que uma guerra é necessária e justa.

Nos faz esquecer que o Iraque possui a maior reserva de petróleo do mundo.

Que os EUA são a maior potência bélica e são totalmente dependentes de petróleo.

 

Nos faz esquecer também que os MAIORES EXPORTADORES DE ARMAS são MEMBROS PERMANENTES DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU:
EUA, GRÃ-BRETANHA, RUSSIA, CHINA E FRANÇA.

Fingimos que o próximo governante do Iraque NÃO será aliado dos EUA.

A mobilização coletiva já não faz a menor diferença.

 

A mobilização coletiva pacífica já não causa nenhum impacto.

Já não faz diferença.

O interesse de uma minoria domina a vontade da maioria.

O homem coletivo é subjulgado pelos interesses econômicos da minoria.

Uma minoria envolvida com armas DE MATAR

Pessoas que fazem guerra – exterminam civilizações

para não faltar o petróleo de seus veículos poluentes

Minoria que está envolvida com a mídia de massa:

Televisão, rádio, jornais e revistas.

E nos mantêm nesses estado de sonolência

e alienação coletiva.

Nos tornamos formigas trabalhadeiras

que sustentam aqueles que reproduzem dinheiro.

Há duas classes sociais:

aqueles que lucram

e aqueles que trabalham para que outros lucrem.

 

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